Seja do jeito que você é

Bom, eu acho que todo mundo quer um amor para a vida toda. Um amor que dure e que preencha aquele espaço dentro de si, que nós mesmos somos inaptos a fazer. Quem sabe até mesmo o conceito de “achar alguém que nos complete” venha daí, de completar e preencher esses espaços vazios com um amor erótico (eróticos no sentido de conter também a atração física), que somente um parceiro poderá preencher. Pois eu acredito que sou completa como ser humano sem a necessidade de outro, mas sei que preciso preencher esse espaço para ser completamente feliz.

Mas essa busca traz riscos. E eu sofri um deles recentemente.

A única coisa que me arrependo foi não ter seguido meus instintos. Eles me diziam para não confiar nele, que eu iria sofrer, mas não um sofrimento de término de relacionamento, mas um sofrimento de amor próprio ferido.

Eu acredito que ninguém possa me ferir a não ser que eu permita. E foi isso que aconteceu. Eu me permiti ser ferida. E eu me feri.

Não me arrependo de ter tentado, cometi muitos erros. O relacionamento teve seus pontos altos e baixos como qualquer outro, mas não deu certo. Outro conceito meu, “dar certo/não dar certo” é o seguinte: não é porque um relacionamento não durou para sempre quer dizer que não deu certo. Eu tive um namorado, Timas, e ficamos juntos por 3 anos e meio. Nós nos amávamos, e acredito que nós demos certo e fizemos bem um ao outro em determinada época de nossas vidas. O término do relacionamento terminou bem e sem mágoas, continuamos amigos até hoje e conseguimos nos ver e sair, estar na mesma roda de amigos. Ainda temos muito carinho um pelo outro.

Esse último relacionamento, vamos chamá-lo de Bicho, 12 anos mais velho, foi muito intenso. Nós nos conhecemos através de “meio inusitados”. O começo… Bom, não teve começo. Fomos indo, fomos ficando, fomos enrolando… Eu conheci a família dele, e me envolvi absurdamente, muito mais do que eu deveria. Eu estava ficando/namorando com a sua família também. Na verdade, a primeira vez que eu ouvi um “eu te amo” foi a da mãe. Voltando ao assunto, fui viajar para a Europa, fiquei dois meses por lá, ele resolveu me encontrar na Itália e ficou 1 mês comigo. Foi super romântico. Vimos o Coliseu juntos, Basílica de São Pedro, fomos à Sicília, Praga, Budapeste e Atenas. E voltamos juntos ao Brasil. Aqui as coisas mudaram bastante, o romance obviamente foi embora, os amigos aparecem de ambos os lados, e duas coisas apareceram. Uma de cada lado. Uma: ele não consegue estar com uma mulher que não seja bem vaidosa; segunda: eu não consigo estar com um cara que eu sinto que não goste de mim. Ficamos juntos por mais 2 meses até terminarmos. O término foi a pior parte.

Ele começou a beber muito, quase todo dia e a sair com os amigos e voltar de madrugada. Esquecia de me pegar quando combinávamos de sair. Eu comecei a desconfiar que ele estava me traindo. No aniversário da sobrinha dele, que ele perdeu por estar bêbado, eu perguntei ao irmão dele se ele estava me traindo, que eu estimo muito, ele titubeou… depois ficou silencioso, e me olhou nos olhos com cara de consolo. Eu comecei a chorar muito, pois não era a dor da traição que doía mais, mas sim a dor de ter permitido que essa relação ridícula perdurasse tanto tempo sabendo que eu nunca confiei e nunca iria confiar nele.

Ele obviamente negou tudo, e nunca mais me ligou.

O pior de tudo é que eu nunca soube se fui sua namorada. Eu nunca me senti amada por ele, nunca me senti valorizada, sempre senti que tinha que estar constantemente conquistando-o.

O objetivo de contar todo esse lamento é esclarecer que apesar de haver um espaço dentro de nós, um tipo de amor, que nós não podemos preencher, nem nossos amigos e pais, nos ainda podemos nos privar desse tipo de sofrimento ouvindo aquela voz, o nosso instinto (que tanto mulheres quanto homens têm).

Depois desse relacionamento odioso que tive, estou tentando ao máximo não fechar meus sentimentos, pois já sou fechada… E não quero acabar amarga e sozinha.

Quero ser feliz ao lado de alguém que me ame do jeito que eu sou. Eu já tive isso, e sei que posso ter de novo.

Esse post foi publicado em Amor, Coração partido, Ele, Eros, Eu, Feminino, relacionamento, Ser, Vaidade, Valor, Vida. Bookmark o link permanente.

Uma resposta para Seja do jeito que você é

  1. Ka disse:

    Oi Flá, andei muito sumida, e agora que esto conseguindo voltara blogsfera me deparo com seu post…

    Poderia dizer q fico triste por vc, mas na verdade eu fico é feliz… Obviamente esse homem não foi e nem nunca seria merecedor dos seus sentimentos por ele e melhor mesmo q ele tenha saído de sua vida, para que uma pessoa realmente de valor pudesse entrar…

    Ouvir nossos instintos, nossa intuição ou como costumo dizer, a voz do coração não nos permite viver situações que nos farão mal ou não tenham futuro… Eu sempre ouço meu coração e até agora sou grata a ele por tudo q vivi e mesmo com as decepções pude crescer.

    É sempre bom ter alguem do nosso lado, especialmente quando sabemos que esse alguem nos ama como somos… Sei que muitas vezes é difícil ficar só, mas nunca se contente com menos do que amor incondicional… Se for pra ser só um passatempo, que seja visto como tal de sua parte tb…

    No passado já gostei de quem não me merecia, mas qdo finalmente passei a me amar foi que percebi que se uma pessoa quer fazer parte de minha vida e ganhar meu amor, tem que ser alguem q mereça e me dê a mesma coisa… Hj tenho a felicidade de ter 2 pessoas em minha vida, vivendo um amor incondicional de verdade como o que muita gente sonha e desejo o mesmo pra vc (não precisa ser com 2 pessoas tá, essa é minha história… rsrsrs)

    Espero que não feche seu coração, pois tem muita gente por ai que está cheia de amor de verdade pra dar e o seu momento vai chegar.

    bjs querida, muita paz e amor na sua vida…

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